O mundo dos jogos, o lado do jogador.

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Como dizia um professor meu, “garoto, um homem sempre tem alguns dos 5 vícios… bebida, fumo, dinheiro, mulher e jogo“ É por esse vício que hoje vamos navegar, o jogo! O intuito do artigo de hoje não é trazer esclarecimentos sobre a história dos jogos (Diga-se de passagem, é muito antiga quanto a criação cultural do homem), hoje vamos olhar especificamente para o jogos de multijogadores.

Um pouco de História…

Algumas informações para não ficarmos perdidos quanto ao decorrer histórico de como se deu início ao momento de entrada dos jogos em redes vamos pontuar algumas datas.

1950, início da história dos jogos eletrônicos com pesquisas acadêmicas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

30 de julho de 1961, primeiro teste do jogo Spacewar.

1969, Nasce a mãe da internet ARPANet com uso restrito aos militares norte-americanos.

1989 – O Brasil lança o Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

1989 – Aparecem os primeiros jogos on-line.

1992, Tim Berners-Lee, cria a World Wide Web.

1992, a internet é aberta ao público brasileiro.

1997, conexões de alta velocidade acessíveis ao público, banda larga.

Logicamente essa grande fomentação tecnológica não só seguiu um caminho, podemos ver hoje jogos para quase todos os dispositivos eletrônicos que usamos no dia-dia.

Com o passar do tempo, a exigências de consumidores do mercado de game que são de público alvo variado deu origem a vários gêneros de jogos eletrônicos que podem ser classificados por Produção, Gráfico, Estilo e Jogabilidade (Estará nas referências o link com as particularidades das classificações).

Meta-game

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Primeiramente, antes de explicar o próprio termo, vamos entender o que é outra coisa, a metafísica, que provavelmente foi quem inspirou a surgimento da palavra meta-game.

A palavra metafísica não surge de uma explicação de algo, foi simplesmente um nome dado por um filosofo, Andrônico de Rodes, a uma obra de Aristóteles, sendo que antes desta obra, no sentido de sequência, havia a física (physis: natureza ou físico), como esses estudos “não tinha nome”, foi feito a junção da palavra meta (próximo, seguinte) com o nome da obra anterior, física, nascendo o nome descrito. E seu objeto de estudo não é fadinha, glândula pineal, ou qualquer coisa mística e religiosa, é apenas uma maciça abstração de pensamento sobre o tudo, ou seja, o ser.

Basicamente encontramos o termo meta-game explicado de uma forma bem chula, especifica para um certo jogo ou para um personagem (isso não é meta-game é apenas técnica), aqui tentarei dar-lhe o devido respeito, mas sem prolongar muito o assunto. Assim considero meta-game uma raiz das ideias da metafísica.

As características ou elementos principais para se analisar o meta-game são usuário/jogador, algoritmo e hipermídia.

Hipermídia: é uma das, se não for, a primeira coisa que aprendemos sobre um jogo. Aqui estão contidas informações em formas de imagem, som, texto e vídeo, que nos possibilita o contato sensível e a primeira obtenção de informações sobre o jogo.

Algoritmo: sempre lembro daquela velha explicação, “receita de bolo”. Para conseguirmos entender melhor o nosso assunto pense no filme, Tron o legado, nele podemos ver claramente que o mundo onde estão é um mundo virtual, todo aquele mundo é constituído não por átomos, mas por 0 e1, e suas estruturas, objetos, e eventos são todos constituídas de uma ordenação lógica de comando que é escrita na forma de algoritmo em várias linguagens, como no caso do League of Legends em C++, Lua e entre mais algumas linguagens de programação. Assim podemos ver erroneamente alguns dizendo que o meta está no jogo como se fosse inato daquele mundo, esquecendo o programador, que é o criador (Deus) daquele jogo, juntamente com outros profissionais e isso é o que faz a Hipermídia acontecer.

Usuário/jogar: A peça fundamental do meta-game, porque é este ser que faz o meta-game acontecer. É quase difícil para algum jogador não pensar em deixar um jogo mais fácil, descobrir Ester egg ou bugs (feito pela equipe de criação), que para o próprio jogo não significa nada, então essa característica de ter compreensão das coisas além do jogo e também do jogo, aplicadas em uma estratégia para seu jogo é o meta-game. Assim, alguém só vai conseguir realmente manjar dos paranaues, quando souber usar a técnica que incluído tudo que se pode aprender sobre o jogo com manuais, e aquilo que só se pode aprender com experiências vividas pelo jogador, e um vasto conhecimento ilimitado que é referente a outras cosias, como aprender a filosofia da arte da guerra.

Entrevista com Vitor “Intact” Janz do time Razer Brasil

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Intatc ao lado de uma coleção de headset da Razer.

 

Depois dessa breve introdução nada melhor que uma entrevista com um jogador profissional para entendermos qual e a realidade dessa categoria aqui no Brasil.

Antes de ser gamer profissional, como era a visão da sua família e amigos, havia apoio?

Intact: meus amigos me apoiavam bastante desde antes de eu ser profissional, já meus pais nunca aprovaram quando o assunto era jogo, meu pai sempre implicou mais por achar que o tempo que eu gastava jogando, eu poderia estar fazendo algo mais útil, estudando, praticando esportes, entre outras coisas… Ele nunca pensou que jogar poderia ser uma profissão, quando eu comecei a falar com ele sobre o assunto, ele não levava a sério, e até zombava um pouco. Já minha mãe foi mais tranquila, por mais que ela não aprovasse no começo, ela ainda assim me apoiava.

Qual jogo você joga profissionalmente?

Intact: Atualmente jogo Warface, mas já joguei também Day of Defeat Source e Battlefield 3 e 4

Como você se tornou um gamer profissional?

Intact: Eu comecei a me sobressair nos servidores públicos que chamamos de ”For Fun’‘, onde qualquer um pode entrar e jogar, e os times começaram a se interessar por mim, inclusive na época eu costumava fazer fragmovies e postar no youtube, foi uma das coisas que me ajudou bastante, e me ajuda até hoje.

Como funciona a rotina de um gamer?

Intact: O recomendado é que todo jogador profissional tenha sua saúde bem estável. Cuidar da alimentação, exercícios físicos e descanso são muito importantes, apesar de nem todos seguirem essa recomendação. Mas vou falar por mim: Eu acordo, trabalho regularmente na empresa que me patrocina das 9 até as 18h, depois das 18h até as 22:30 acontecem os treinos com o time, e depois é o tempo livre que eu uso para me exercitar e descansar bem. Existem jogadores que treinam muito mais que eu, coisa de 8, até 10 horas por dia, mas eu acho muito cansativo e desgastante, acho que 4 a 5 horas por dia de treino ja é melhor e com uma porcentagem maior de aproveitamento.

Tudo é diversão? Como lidar com a cobranças e a derrota.

Intact: Nem tudo é diversão, na realidade pode se tornar bem estressante. Somos muito cobrados, tanto pelos patrocinadores como pelos fãs, e até por nós mesmos, nunca queremos fazer uma partida ruim, mas é claro que as vezes acontece, e temos que saber perder também, faz parte de qualquer competição.

Conseguir patrocínio é algo fácil?

Intact: para alguns pode ser mais fácil do que outros, tudo depende da visibilidade que o jogo e o time traz para a empresa que está patrocinando, por exemplo: Um time de League of legends tem muito mais facilidade para ser patrocinado do que um time de Warface por exemplo, pela popularidade do jogo e quantidade de pessoas que assistem a esses campeonatos. Mas é claro, não é qualquer time que consegue, são vários critérios, ainda mais para alcançar os melhores patrocinadores, tais como Razer, BenQ, DXRacer, entre outros.

Um gamer tem salário? Como é a vida financeira?

Intact: Alguns sim, outros não, tudo depende dos patrocinadores. A maioria dos campeonatos tem uma premiação, mas é claro que não podemos chamar de salário, até porquê você depende de vencer o campeonato para ganhar a premiação, mas algumas empresas registram os jogadores como funcionários, e estes sim, ganham salário, que varia muito, alguns ganham a vida fácil, mas é claro que, nenhum jogador atualmente se mantém só com o que ganha de patrocinadores, os mais bem pagos são aqueles que investiram no seu próprio nome em Streams, vídeos para o Youtube, cobertura de eventos, ou até mesmo criaram sua própria marca.

Jogar muito lhe causa dores de cabeça ou algum tipo de lesão corporal?

Intact: dependendo do local, as vezes eu sinto dores nas costas, alguns podem sentir uma dor de cabeça também, mas existem empresas especializadas em cadeiras gamers, e óculos gamers para que não se sinta mais dores nas costas e/ou dor de cabeça.

Como é um torneio?

Intact: Varia muito, existem torneios semanais, alguns mensais, e até anuais. A maioria estabelece o limite de 64 equipes, com fases de playoffs, fase de grupos, e depois semifinais e final. A premiação varia também dependendo da organização do campeonato.

Você joga em time especifico ou a cada torneio muda os jogadores?

Intact: Jogo no time da Razer Brasil faz um ano e alguns meses, os times tentam sempre manter a mesma formação, por mais que as vezes mudem de organização, para que não afete o trabalho em equipe, sinergia e entrosamento em geral.

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Curiosidades

Uma das cosias que podemos perceber é que tudo que ganha fama tem seu espaço guardado em Hollywood e também no mangá, assim não foi diferente dos jogos e jogadores, uns exemplos são:

Gamer (2009)

Um novo jogo de videogame é a grande febre do momento. Através dele milhões de internautas podem assistir um grupo de condenados lutando para sobreviver como se fossem personagens virtuais, sendo controlados por jogadores. Kable (Gerard Butler) é a grande estrela do jogo, sendo comandado por um adolescente. Em meio à batalha, Kable precisa usar suas habilidades para vencer o jogo e derrubar o sistema que o aprisiona.

Ender’s Game (2013)

Em um futuro próximo, extra-terrestres hostis atacaram a Terra. Com muita dificuldade, o combate foi vencido, graças ao heroísmo do comandante Mazer Rackham (Ben Kingsley). Desde então, o respeitado coronel Graff (Harrison Ford) e as forças militares terrestres treinam as crianças mais talentosas do planeta desde pequenas, no intuito de prepará-las para um próximo ataque. Ender Wiggin (Asa Butterfield), um garoto tímido e brilhante, é selecionado para fazer parte da elite. Na Escola da Guerra, ele aprende rapidamente a controlar as técnicas de combate, por causa de seu formidável senso de estratégia. Com isso, logo se torna a principal esperança das forças militares para encerrar de uma vez por todas com a ameaça alienígena.

No game No life

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A internet está cheia de rumores sobre um jogador conhecido como “Branco”. Na verdade, são dois irmãos viciados em games. Um dia, ao receber um e-mail estranho e vencer o jogo contido nele, eles são convocados por um garoto que se diz “Deus” a conhecer outro mundo. Lá, este “Deus” proibiu a guerra, e “tudo deve ser resolvido com os jogos”. Podem Sora e Shiro, dois irmãos com problemas com a sociedade, tornarem-se os salvadores da humanidade neste mundo paralelo?

Referências

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-128866/
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-45645/
http://www.rnp.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAneros_de_jogos_eletr%C3%B4nicos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogo_eletr%C3%B4nico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Internet
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metaf%C3%ADsica_%28Arist%C3%B3teles%29
http://www.anbient.net/tv/no-game-no-life

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